Manaus, 19/07/2026

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Benício e Pedro Henrique: famílias cobram justiça após mortes em hospitais no AM

Foto: Reprodução
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14/12/2025 09h00

As famílias de Benício Xavier Freitas e Pedro Henrique Falcão, duas crianças que morreram em circunstâncias suspeitas em hospitais do Amazonas, se reuniram na manhã deste sábado (13) em frente ao Hospital Santa Júlia, cobrando justiça e punição para os responsáveis. A mobilização contou com parentes, amigos e outros familiares que relatam negligência médica que levou as mortes dos meninos.

O primeiro caso envolve Benício Xavier, de 6 anos, que morreu na madrugada de 23 de novembro após receber doses de adrenalina intravenosa. A família afirma que a morte foi resultado de uma sequência de erros médicos.

A Justiça do Amazonas anulou recentemente o habeas corpus que havia sido concedido à médica Juliana Brasil Santos, investigada pelo caso, determinando que o pedido de liberdade deveria ser analisado por um juiz de primeira instância.

Juliana admitiu o equívoco na prescrição da adrenalina intravenosa em documentos e mensagens trocadas com outro profissional, embora a defesa alegue que a confissão ocorreu “no calor do momento”. A técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, responsável pela aplicação da medicação, também é investigada.

Segundo o delegado Marcelo Martins, do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o inquérito possui quatro linhas principais de investigação: responsabilidade da médica, da técnica de enfermagem, falhas estruturais do hospital e a possibilidade de erro durante o procedimento de intubação.

Paralelamente, outro caso é o envolvendo Pedro Henrique Falcão, de 1 ano e 7 meses. O bebê morreu em 11 de novembro durante uma cirurgia de fimose no Hospital Municipal Eraldo Neves Falcão, em Presidente Figueiredo, após a administração de anestesia que teria excedido a dosagem adequada.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM)) solicitou a exumação do corpo para esclarecer se houve falhas no cálculo da anestesia e na monitoração dos sinais vitais, e todos os profissionais envolvidos serão ouvidos.

Bruno Mello de Freitas e Joyce Xavier, pais de Benício, afirmaram que a luta não é apenas pelo filho, mas por todas as crianças que dependem do sistema de saúde.

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