Manaus, 07/07/2026

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Brasileira sofre tentativa de estupro após empresa aérea reservar quarto compartilhado: “Nu em cima de mim”

Brasileira sofre tentativa de estupro após empresa aérea reservar quarto compartilhado: “Nu em cima de mim”
04/09/2025 12h10

Uma brasileira de 30 anos disse que sofreu uma tentativa de estupro após ter sido acomodada em um quarto de hotel pela companhia aérea portuguesa TAP, em Paris, com dois passageiros que ela não conhecia.

A passageira entrou com processo contra a TAP na Justiça brasileira, pedindo indenização por danos morais. Ela disse que não registrou o caso na polícia da França.

Procurada pela reportagem, a TAP disse que as regras da companhia “não preveem a alocação de passageiros desconhecidos em um mesmo quarto, salvo nos casos em que estejam sob a mesma reserva, viajando juntos ou tenham expressamente manifestado interesse e disponibilidade para tal arranjo”.

A TAP também disse que, se não houver vagas nos hotéis indicados, “quaisquer custos” que o passageiro assumir em sua hospedagem “serão devidamente restituídos, desde que comprovados e formalmente requeridos”.

A advogada da mulher confirma que ela concordou com a oferta da TAP, mas alega que a companhia “informou expressamente” que os quartos compartilhados eram a única opção disponível.

Além disso, a empresa não informou à passageira que ela poderia ser reembolsada caso pagasse por outra hospedagem, segundo a representante legal.

A advogada não revelou o nome da mulher para evitar sua exposição. O processo contra a TAP foi aberto em Minas Gerais. A passageira pede indenização de R$ 50 mil.

Veja os detalhes do caso:

Quarto compartilhado

Segundo o relato da brasileira, em 31 de maio, o voo TP439, que partiria às 21h de Paris para Lisboa, foi cancelado quando os passageiros já estavam a bordo. A companhia comunicou o cancelamento apenas à 1h, e os passageiros foram realocados para um voo às 10h20, no dia seguinte.

Ainda segundo a brasileira, a TAP disse que, por não ter a quantidade de acomodações suficientes naquele momento, a única opção de hospedagem que a empresa bancaria seria um quarto triplo de hotel, dividido entre passageiros que não se conheciam.

A divisão dos quartos teria sido feita segundo a ordem da fila no balcão da empresa.

A mulher diz ter insistido por um quarto individual, mas a companhia não cedeu. Ela afirma ter concordado com a oferta devido ao alto custo para encontrar um hotel de última hora, além do tempo curto para resolver a situação.

A TAP disse que companhia pode ressarcir os passageiros nesses casos, mas a mulher afirma que não foi avisada dessa condição. Além disso, ela alega que a empresa também não ofereceu alimentação nesse período.

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