
Geovana Costa Martins, de 20 anos, era mantida em cárcere privado na casa de Camila Barroso, de 33 anos, e forçada a se prostituir. O corpo de Geovana foi encontrado na última terça-feira (20) à margem da Alameda do Bosque, no bairro Tarumã-Açú, com sinais de espancamento.
Nesta quinta-feira (29), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) forneceu mais detalhes sobre o caso, que tem repercutido em toda a capital amazonense. Segundo a delegada Marília Campelo, adjunta da DEHS, a residência de Camila era conhecida como uma “casa de massagem”, onde Geovana era mantida em cárcere e explorada sexualmente.
“Além da Geovana, outras meninas passavam por lá, mas a Geovana era obrigada a morar. Ela não podia se relacionar com pessoas de fora.. Sempre que Geovana queria sair, a Camila dizia você está me devendo, tem que trabalhar mais para me pagar”, disse a delegada.
Ainda segundo a polícia, a foto espancada da Geovana esta sendo investigada. Mas a suspeita é que ela tenha apanhado por não aceitar mais viver nas condições que Camila a obrigava.
A delegada afirmou que Camila estava com uma passagem marcada para Europa. E que Geovana estava possivelmente destinada a uma viagem à Europa para servir como “mula”.
“A Camila tem passagem marcada para a Europa. A família da Camila, mãe, tios, moram na França, inclusive. A Geovana já tinha tirando o passaporte em junho, então provavelmente seria lavada para fora. A Camilia já foi presa por tráfico de drogas, tentando embarcar com drogas, então provavelmente a Geovana serviria de mula”, afirmou Marília.
Camila nega qualquer envolvimento com a vítima. As investigações sobre o caso continuam.
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