Manaus, 19/07/2026

Economia

Correios afirmam não ter recursos para pagar 13º salário dos funcionários

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
13/12/2025 16h00

O superintendente-executivo de Gestão de Pessoas dos Correios, Alexandre Martins Vidor, revelou na quinta-feira (11), durante uma reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que a empresa não possui recursos suficientes para pagar o 13º salário de seus trabalhadores.

De acordo com Vidor, o cenário financeiro da companhia é tão grave que a previsão é de que a empresa não consiga cumprir com o pagamento da segunda parcela do benefício, que deve ser quitado até 19 de dezembro.

“Não teremos recurso para o pagamento do décimo terceiro salário”, afirmou o superintendente-executivo em reunião com representantes do sindicato da categoria.

Em um depoimento que gerou grande preocupação entre os funcionários, a diretora de Gestão de Pessoas dos Correios, Natália Teles da Mota, também destacou as dificuldades financeiras da empresa. “A folha salarial de dezembro supera R$ 1 bilhão, um valor que não temos como arcar”, disse, reforçando que a situação da companhia é crítica.

Crise financeira prolongada
Este cenário ocorre em meio a uma crise financeira que já dura vários anos. Em 2025, os Correios acumularam um prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro, com o último trimestre marcando o 13º consecutivo de resultados negativos. A empresa enfrenta uma série de desafios financeiros, e a falta de recursos para o pagamento da folha salarial é o reflexo dessa instabilidade.

A situação tem gerado preocupação nos trabalhadores da empresa, e um vídeo com as declarações de Vidor e Natália tem circulado entre os empregados. O conteúdo, que foi extraído de um trecho da reunião, não inclui a íntegra do encontro, mas já causou grande apreensão entre os colaboradores.

Diante do quadro crítico, o governo federal tem buscado alternativas para evitar o colapso financeiro dos Correios. Entre as soluções negociadas estão um possível empréstimo com aval do Tesouro Nacional e a possibilidade de um aporte direto de recursos públicos para garantir o cumprimento das obrigações da empresa.

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