
A delegada Layla Lima Ayub, recém-empossada na Polícia Civil de São Paulo, foi presa na manhã desta sexta-feira (16/01) sob suspeita de manter vínculo com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi levada para a sede da Corregedoria da Polícia Civil, onde passou por procedimentos após o cumprimento do mandado.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Layla teria mantido relação pessoal e profissional com membros da facção criminosa e, ainda conforme a promotoria, teria “exercido de forma irregular o papel de advogada em audiência de custódia” de presos ligados a organizações criminosas, mesmo depois de já ter tomado posse como delegada.
Em declaração sobre o caso, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que o crime organizado tenta se infiltrar em estruturas públicas, mas que ações de inteligência têm atuado para coibir esse tipo de prática.
A prisão ocorreu durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e do Gaeco do Pará. De acordo com a promotoria, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (SP) e Marabá (PA).
Além das buscas, foram expedidos dois mandados de prisão temporária: um contra a delegada e outro contra um integrante do PCC, que estaria em liberdade condicional.
O caso segue sob investigação e deve ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações e a análise do material apreendido durante a operação.
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