
A defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), parlamentar flagrado por policiais federais com dinheiro na cueca, alegou que o dinheiro encontrado com o político durante a operação realizada na última quarta-feira (14), teria origem comprovada e serviria para pagamento dos funcionários de uma empresa da família dele.
A declaração foi dada em nota publicada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso no domingo (18). Os defensores de Rodrigues apontaram que o dinheiro encontrado na casa do senador é lícito e que não há qualquer evidência de desvio. Os profissionais afirmaram que o político “está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro”.
– O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador. Em 30 anos de vida pública, o senador nunca sofreu uma condenação – escreveram.
Os defensores também falaram sobre o dinheiro escondido na cueca e disseram que a atitude “foi uma reação impensada, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial”. Chico foi alvo de mandado de busca e apreensão na última quarta em uma operação contra desvios de recursos destinados ao combate contra o coronavírus.
– [Sobre colocar o dinheiro na cueca,] Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta -declararam os advogados.
Leia a nota da defesa de Chico Rodrigues na íntegra:
“A defesa do senador Chico Rodrigues manifesta sua perplexidade com o linchamento sofrido por ele, sem que haja qualquer prova contra sua conduta.
O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador.
E mais: os recursos destinados por emenda parlamentar à Covid-19 em seu estado seguem nas contas do governo, de forma que nem ele, nem ninguém, poderia deter esses recursos.
Em 30 anos de vida pública, o senador nunca sofreu uma condenação e agora está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro. Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua
conduta.
Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu”.
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