
A noite de domingo, 02 de março de 2025, entrou para a história do cinema brasileiro. O motivo foi o Oscar inédito conquistado pelo Brasil com o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, na categoria Melhor Filme Internacional.
Em todo o país, pessoas se reuniram para torcer pelo Brasil na premiação e, no Amazonas, a aldeia Inhaã-bé foi a grande escolhida para representar os povos originários durante a transmissão ao vivo do evento.
Após contribuírem como protagonistas da sétima arte amazonense ao inaugurarem a primeira sala de cinema em território indígena no Brasil, o Cine Aldeia, indígenas da aldeia Inhaã-bé, localizada na região do Tarumã-açú, em Manaus, apostaram em rituais para emanar boas energias ao filme “Ainda Estou Aqui”, além de exibirem o filme “Central do Brasil” e toda programação do Oscar.
Para Thaís Kokama, organizadora e autora do projeto “Cine Aldeia”, a oportunidade de representar todos os povos indígenas durante a transmissão do Oscar foi motivo de muito orgulho.
“Foi, sem dúvida, um momento que ficará marcado em toda a minha vida e na vida dos parentes que estavam aqui, torcendo e emanando boas energias ao filme, e também à memória de Eunice Paiva, mulher e advogada, sendo uma das pioneiras na luta por nossas causas indígenas. Representar todos os povos originários foi importante para nós e para todo o país. Sinto muito orgulho disso – ganhamos o Oscar, gente”, destacou Thaís.
Importância para a causa indígena – O filme “Ainda Estou Aqui” traz uma mensagem forte sobre a resistência e a luta de uma família durante a ditadura militar, destacando uma das principais personagens, Eunice Paiva, que decide estudar Direito, tornando-se advogada e ativista em prol das causas indígenas, dando voz a pessoas que sofreram impactos significativos durante e após a ditadura.
*Com informações Cultura Amazônica
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.