
Em protesto, médicos do Amazonas reduzem os atendimentos a pacientes do Estado, a partir desta sexta-feira (1º). Eles cobram salários atrasados e melhorias no sistema público de saúde.
O Governo do Amazonas ainda não se manifestou sobre o protesto.
O protesto afeta atendimentos não urgentes da rede ambulatorial. “Ambulatorial abrange as consultas agendadas, principalmente, policlínicas, ou seja, as instituições que trabalham com consultas médicas”, explicou o médico Victor Hugo, diretor da Cooperativa de Clínica Médica.
As pessoas não atendidas durante o protesto vão precisar reagendar as consultas.
Os atendimentos urgentes e emergentes estão mantidos em todas as unidades.
O médico Victor Hugo informou que os profissionais cobram salários atrasados e abastecimento das unidades de saúde com produtos para atendimento aos pacientes.
De acordo com ele, os problemas afetam profissionais de diferentes categorias da Saúde, no Amazonas. “Não somos só nós [médicos]. Do maqueiro, enfermeiro, técnico de enfermagem. Isso está geral, e o abastecimento também em uma situação muito difícil. Então, é um movimento que tenta mostrar que a situação como um todo, incluindo a remuneração dos profissionais, está comprometida”, disse.
Os médicos cobram do Governo do Amazonas pagamentos de débitos de 2021 e 2022, além dos salários dos meses de agosto, setembro e outubro de 2023.
Os médicos também pedem o abastecimento das unidades de saúde com materiais para atendimento hospitalar.
Um documento, assinado por 15 instituições que representam médicos no Amazonas, foi entregue a instituições do Governo do Amazonas, na quarta-feira (29).
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