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Estudante revoluciona tratamento de úlceras plantares na Fundação Alfredo da Mata

Estudante revoluciona tratamento de úlceras plantares na Fundação Alfredo da Mata
15/05/2024 16h50

A Fundação Alfredo da Mata (Fuham) testemunha uma transformação notável na vida de seus pacientes. Sob os cuidados dedicados de Carlos Gabriel da Silva Melo, estudante do 6º período de Fisioterapia do Centro Universitário Fametro, com o projeto inovador está moldando o tratamento de úlceras plantares em indivíduos diagnosticados com hanseníase ou em fase pós-alta com sequelas neuropáticas.

A úlcera plantar é uma lesão neurotrófica localizada na região plantar, resultante de lesões repetidas por falta de sensibilidade na região

A base deste projeto reside na confecção e aplicação de palmilhas personalizadas, proporcionando um alívio vital para as pressões localizadas nos pés dos pacientes. Estas palmilhas, produzidas artesanalmente pela equipe, representam não apenas um acessório, mas uma ponte para uma qualidade de vida melhorada, especialmente para aqueles cuja sensibilidade está comprometida.

Sob a liderança de Carlos Gabriel, de 24 anos, também estagiário de Fisioterapia na Fuham, o projeto não apenas visa à melhoria física dos pacientes, mas também à sua saúde emocional, além de potencializar outros tratamentos como laserterapia e fisioterapia.

O coração do projeto é o baropodômetro, uma ferramenta essencial que possibilita uma avaliação precisa da pressão nos pés. Com 4.096 sensores, este equipamento oferece um controle detalhado da pressão exercida nos pontos específicos dos pés dos pacientes, permitindo uma abordagem personalizada e eficaz.

A confecção das palmilhas é meticulosa e manual, adaptando-se às necessidades individuais de cada paciente. Utilizando ferramentas simples como tesoura, lâmina, lixa e cola, a equipe da Fuham esculpe cada palmilha de acordo com os cálculos precisos do baropodômetro, resultando em um processo que leva aproximadamente 30 minutos por unidade.

Os resultados desse projeto são concretos e inspiradores. O impacto positivo é evidente nos pacientes, com relatos de úlceras que cicatrizaram e outros que estão em processo de recuperação. Segundo Alexandra, responsável pelo acompanhamento, a adesão ao uso correto das palmilhas é fundamental para os resultados ótimos observados até o momento.

Carlos Gabriel destaca que o processo de adaptação das palmilhas pode variar entre os pacientes, podendo levar até três meses para apresentar uma acomodação física completa. Durante esse período, é normal que os pacientes experimentam desconforto inicial, seguido por uma progressiva sensação de alívio e adaptação.

Este projeto pioneiro é realizado pelo setor de calçados da Gerência de Prevenção de Incapacidades da Fuham, demonstrando o compromisso contínuo da instituição com a inovação e o cuidado de excelência para com seus pacientes.

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