Manaus, 19/07/2026

Brasil

Ex-ginasta tetraplégica Laís Souza alerta para golpes envolvendo polilaminina e reforça que substância não está à venda

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram
18/02/2026 21h00

A ex-ginasta Laís Souza usou as redes sociais para denunciar tentativas de golpe envolvendo a polilaminina, substância experimental estudada para tratamento de lesões medulares graves. Segundo ela, pessoas estariam se aproveitando da repercussão dos resultados iniciais para enganar pacientes e familiares.

“Atenção, muitas pessoas estão se aproveitando para aplicar golpes. A polilaminina não está sendo comercializada”, escreveu.

O aviso ocorre em meio ao aumento da procura por informações sobre a terapia, após relatos de pacientes que apresentaram melhora funcional com a aplicação da substância.

O alerta foi feito em post sobre encontro com a professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  responsável pela proteína.

“Tatiana  me levou para conhecer o laboratório que estuda a polilaminina há mais de 25 anos. Eu ainda estou dentro desse dia, processando cada detalhe da nossa conversa.  Temos muitas Tatianas pelo Brasil. Cuidem bem dos nossos diamantes”, escreveu a ex-ginasta.

De acordo com Laís, a polilaminina não pode ser comprada, vendida ou negociada. O tratamento ainda está em fase experimental e segue protocolos científicos e regulatórios específicos.

Ela orientou que qualquer informação deve ser buscada exclusivamente nos canais oficiais, como o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório Cristália e a equipe médica responsável pela pesquisa.

A recomendação é que pacientes e familiares desconsiderem ofertas feitas por terceiros, especialmente em redes sociais ou aplicativos de mensagens.

Laís também detalhou os critérios atuais para elegibilidade ao tratamento. Segundo ela, apenas pacientes com lesão medular completa podem ser considerados para a aplicação da polilaminina.

Outro ponto destacado é o tempo desde o trauma. O ideal é que a aplicação ocorra o mais rápido possível, preferencialmente dentro das primeiras 72 horas após a lesão.

No entanto, há autorização para uso compassivo em casos com até 90 dias de lesão medular, desde que cumpridos os requisitos médicos.

A solicitação do tratamento deve obrigatoriamente ser acompanhada de prescrição e relatório emitidos pelo médico assistente do paciente. O procedimento não pode ser iniciado sem avaliação clínica formal.

O alerta busca evitar que famílias em situação de vulnerabilidade sejam vítimas de fraudes, especialmente diante da esperança gerada por resultados preliminares da pesquisa.

Até o momento, a polilaminina segue em estudo clínico, com aplicações realizadas dentro de critérios definidos por protocolos científicos e autorização dos órgãos reguladores.

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