
Funcionários do Hospital Beneficente Português, em Manaus, denunciaram que estão há três meses sem receber salários. Segundo relatos, a direção do hospital promete a liberação dos pagamentos, mas nada é efetivado. Além dos salários atrasados, trabalhadores afirmam que as férias também não estão sendo pagas.
“Eles não dão um posicionamento para nós funcionários. Sempre falam que vai cair o pagamento nunca cai. Além do pagamento as férias que também não estão pagando. Cumprimos o plantão e, à noite, alguns colegas já se recusaram a continuar por causa do salário atrasado. Estamos há 3 meses sem receber, mas seguimos trabalhando”, disse.
Profissionais que atuam no plantão noturno relatam que alguns colegas já se recusaram a continuar no posto devido à falta de remuneração. Mesmo assim, parte da equipe segue trabalhando para não prejudicar os pacientes. Eles afirmam não ter mais condições de arcar com alimentação e transporte.
Os trabalhadores também criticam o fato de o hospital estar passando por reformas enquanto, segundo eles, não há recursos para quitar a folha de pagamento. “Tá difícil trabalhar de graça”, diz uma funcionária.
Desde quinta-feira, 6/11, atendentes de farmácia do hospital decidiram, coletivamente, iniciar uma greve em razão dos atrasos salariais recorrentes. Em carta enviada à direção, a classe explicou que “o acúmulo de atrasos e a ausência de regularização levam à necessidade de recorrer a esta medida legítima de reivindicação”.
“Esta decisão não é motivada por confronto, mas sim pelo desejo legítimo de sermos ouvidos e valorizados. Nosso intuito é construir, junto a gestão, soluções justas e sustentáveis, que beneficiem tanto os trabalhadores quanto a instituição”, afirmam os profissionais.

A pressão pelos pagamentos também acontece nas redes sociais. Em uma das publicações feitas pela unidade de saúde em seu Instagram oficial, colaboradores cobraram um retorno por parte dos responsáveis sobre a previsão de pagamento, no entanto os comentários foram apagados pelo autor do post logo em seguida.

Até o momento, afirmam os denunciantes, nenhuma resposta concreta foi apresentada pela administração da unidade.
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