Manaus, 06/07/2026

Amazonas

Governo do AM e entidades jornalísticas repudiam agressão sofrida por repórter da Rede Onda Digital

Governo do AM e entidades jornalísticas repudiam agressão sofrida por repórter da Rede Onda Digital
09/04/2026 15h00

Aagressão sofrida pelo repórter João Lucas da Silva Mariano, da Rede Onda Digital, por um perito, durante cobertura de um acidente no Distrito Industrial, zona Leste de Manaus, nesta quinta-feira (9/4), provocou forte repercussão e mobilizou manifestações de autoridades e entidades representativas.

O jornalista foi empurrado pelo perito criminal identificado como Gláucio Gradela Gomes enquanto exercia sua função. O caso foi registrado em vídeos pela imprensa local.

Em nota oficial, o governador interino Roberto Cidade repudiou o episódio e classificou a agressão como um caso isolado. Segundo ele, não se trata de uma conduta padrão dos servidores públicos do Estado. O chefe do Executivo informou ainda que determinou “de forma imediata, a apuração rigorosa dos fatos” e reforçou “total e absoluto respeito à imprensa”, destacando o papel essencial dos jornalistas na manutenção do Estado Democrático de Direito.

Já o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas e a Federação Nacional dos Jornalistas divulgaram nota conjunta de repúdio, classificando o caso como um “atentado gravíssimo” à integridade física dos profissionais e ao direito constitucional de informar.

As entidades afirmam que “nada justifica o uso da força física contra jornalistas” e cobram a apuração imediata do caso pela Secretaria de Segurança Pública e pela Corregedoria da Polícia. O sindicato também informou que acompanha o caso e prestou solidariedade ao repórter agredido.

O que diz a SSP-AM?

Nota do Sindicato dos Peritos

Por fim, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas também se manifestou por meio de nota de esclarecimento. A entidade destacou a importância do cumprimento das normas legais em locais de crime, ressaltando que cabe à Polícia Militar o isolamento da área para preservar vestígios e garantir a eficácia das investigações. O sindicato afirmou que, quando há falhas nesse isolamento, “pessoas não autorizadas podem comprometer provas”.

Na nota, o sindicato dos peritos sustenta que, no caso em questão, o local não estaria devidamente isolado, permitindo a presença de “pessoas sem credenciamento adequado”. A entidade afirma ainda que, “apesar dos pedidos do perito responsável para que se retirasse, a indivíduo permaneceu no local, contaminando provas e prejudicando a execução da perícia técnica”.

Embora declare que “respeita e valoriza a imprensa”, o sindicato criticou atitudes que, segundo o órgão, “possam comprometer o trabalho pericial”. A diretoria reforçou compromisso com a legalidade e cobrou o cumprimento rigoroso das normas por parte das autoridades, além da responsabilização por eventuais falhas.

O caso foi formalizado em boletim de ocorrência pelo jornalista. As circunstâncias da agressão devem ser apuradas pelas autoridades competentes.

Veja a nota na íntegra:

(Foto: Divulgação)

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.