
A política amazonense volta a ser abalada por um escândalo de compra de votos que pode comprometer a elegibilidade de Maria do Carmo Seffair, empresária, professora e dona da Fametro e do Tropical Hotel, e do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL).
De acordo com denúncia formalizada pelo professor Ronaldo Fernandes ao Ministério Público Eleitoral (MPE), Maria do Carmo — que foi candidata a vice-prefeita na chapa de Alberto Neto, do PL, nas eleições municipais de 2024 — teria repassado valores expressivos com o objetivo de comprar votos durante o pleito em Manaus.
Em gravações entregues ao MPE, a própria Maria do Carmo admite ter repassado quase R$ 1 milhão a Ronaldo Fernandes, além de realizar um pix de R$ 20 mil no dia da eleição, feito de sua conta pessoal. Ainda segundo o áudio, Maria afirma ter pago mais de mil líderes comunitários “por dentro e por fora”, indicando que parte dos pagamentos teria sido feita de forma irregular.
O conteúdo entregue por Ronaldo Fernandes inclui áudios, comprovantes de transferências e registros bancários, que agora estão sob análise das autoridades eleitorais. Caso as denúncias sejam comprovadas, Maria do Carmo e Capitão Alberto Neto poderão ser declarados inelegíveis por oito anos, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa.
O Ministério Público Eleitoral deve decidir nos próximos dias se abrirá investigação formal para apurar o caso, que já repercute intensamente nos bastidores políticos do Amazonas.
O episódio expõe novamente o uso do poder econômico e político nas disputas eleitorais, levantando questionamentos sobre a lisura da campanha de 2024 e sobre o futuro político de dois nomes que pretendem disputar o Governo do Estado em 2026.
Por Portal do Generoso – Reportagem de Marcelo Generoso
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