Manaus, 20/07/2026

Amazonas

Grávida denuncia erro médico após ser informada de morte de bebê em maternidade de Manaus

Foto: Reprodução
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10/07/2025 19h00

Um mulher identificada como Jéssica Araújo, 30, que está grávida de 30 semanas, denunciou a maternidade Moura Tapajós, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus, após receber um diagnóstico de óbito fetal na noite da última segunda-feira (8), durante uma consulta por dores pélvicas.

De acordo com relatos da própria gestante, tudo começou após a médica não conseguir ouvir os batimentos cardíacos do bebê que se chamará Jorge, durante uma consulta. A profissional encaminhou Jéssica para a ultrassom e durante o exame foi constatado que ela havia perdido o bebê.

Ainda de acordo com Jéssica, a médica chegou a enfatizar que já sabia o diagnóstico no entanto só queria confirmar a morte. Ao receber o diagnóstico, a gestante relatou que começou a gritar afirmando que conseguia sentir o bebê mexer, fato que a médica atribuiu a “gases intestinais”.

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A mulher iria fazer um parto induzido, no entanto, ao esperar por um leito, decidiu procurar o Instituto da Mulher Dona Lindu, na zona centro-sul de Manaus, onde lá, um médico contatou que a criança tinha batimentos cardíacos, desmentindo o primeiro laudo emitido na maternidade Moura Tapajós.

Após receber o diagnóstico que seu filho continuava vivo, a gestante resolveu voltar na maternidade Moura Tapajós, onde relatou o ocorrido e enfatizou que buscará seus direitos.

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“Vocês deram pra mim o laudo de óbito fetal. Vocês iam fazer a indução do meu parto. Só não fizeram porque não tinha leito e eu por conta própria fui em outra maternidade. Meu bebê tá normal, normal, vocês iam matar meu bebe!”, disse a jovem, aos prantos e revoltada com a situação.

Jéssica Araújo resolveu divulgar o caso nas redes sociais em busca de uma reparação pelo diagnóstico errado que poderia ter matado seu filho.

Veja vídeo: 

“Foi nesse momento que meu coração quase saiu pela boca. Ouvi o coração do meu filho batendo normalmente”, disse, emocionada.

Nota

A Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) informou, por meio de nota, que tomará todas as medidas cabíveis para apuração rigorosa do ocorrido, a fim de identificar com precisão o que motivou a divergência entre os exames realizados.

“Ressaltamos que todo o atendimento prestado à paciente seguiu rigorosamente os protocolos clínicos estabelecidos pela unidade, que há mais de duas décadas orienta a prática segura e ética daquela equipe multiprofissional. Não foi registrada nenhuma intercorrência durante o atendimento médico”

A gestante, que decidiu tornar o caso público, ressalta que busca justiça para que outras mulheres não passem pela mesma situação.

“É uma dor inexplicável. Me disseram que meu filho estava morto. Se eu tivesse aceitado, ele poderia realmente não estar mais aqui hoje”, declarou.

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