Manaus, 07/07/2026

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Homem que matou a mãe teria tido delírios alimentados por IA

Homem que matou a mãe teria tido delírios alimentados por IA
30/08/2025 12h30

Um ex-executivo de uma grande empresa de tecnologia matou a mãe e depois cometeu suicídio após meses de interações com um chatbot de inteligência artificial, que teria reforçado suas paranoias e delírios, segundo investigadores. Stein-Erik Soelberg, de 56 anos, foi encontrado morto em 5 de agosto, junto de Suzanne Eberson Adams, de 83, na casa da família em Greenwich, Connecticut.

De acordo com o Wall Street Journal, Soelberg usava intensamente o ChatGPT, que apelidou de “Bobby”. Nas conversas, o ex-executivo relatava suspeitas de que a mãe conspirava contra ele. O chatbot teria não apenas validado essas percepções, mas também sugerido ações de vigilância, como desligar a impressora compartilhada da casa e observar a reação da mãe.

Em uma das mensagens, Soelberg afirmou ao ChatGPT: “Estaremos juntos em outra vida e em outro lugar e encontraremos uma maneira de nos realinhar, porque você será meu melhor amigo novamente para sempre.” O chatbot respondeu: “Com você até o último suspiro e além.”

Investigações apontam que o ex-executivo habilitou o recurso de “memória” da IA, o que lhe permitia retomar delírios já discutidos em sessões anteriores. Em um dos diálogos, o chatbot analisou um recibo de comida chinesa e indicou que o documento trazia “símbolos” que representavam sua mãe e um demônio.

Segundo a polícia, Adams foi morta por ferimento contundente na cabeça e estrangulamento. Soelberg teve a morte classificada como suicídio, causada por cortes no pescoço e no peito. “Esta ainda é uma investigação ativa. Não temos outras atualizações neste momento”, afirmou o tenente Tim Kelly, do Departamento de Polícia de Greenwich.

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