
Um tribunal francês declarou culpado, nesta quinta-feira (19), o ex-marido de Gisèle Pelicot pelos episódios de estupros qualificados e todas as outras acusações imputadas contra ele. Dominique Pelicot foi condenou à pena máxima de 20 anos de prisão pelo caso.
Os cinco magistrados do tribunal seguiram, assim, o pedido do Ministério Público para a sentença. Todos os 51 acusados pelos crimes de estupro qualificado e tentativa de estupro também foram considerados culpados.
Dominique já havia admitido que, durante anos, deixou a esposa de 50 anos inconsciente com drogas para que ele e estranhos recrutados online pudessem abusar dela. A polícia chegou ao acusado pela primeira vez em setembro de 2020, quando um segurança de supermercado o flagrou filmando por baixo das saias de mulheres.
Posteriormente, a polícia encontrou uma biblioteca de imagens caseiras documentando anos de abuso contra a sua esposa – mais de 20 mil fotos e vídeos no total, armazenados em unidades de computador e catalogados em pastas marcadas como “abuso”, “seus estupradores”, “noite sozinho” e outros títulos. Os crimes aconteceram entre 2011 e 2020.
A abundância de evidências levou a polícia aos outros réus. Nos vídeos, os investigadores contaram 72 abusadores diferentes, mas não conseguiram identificar todos eles. Com duração de mais de três meses, o julgamento mobilizou ativistas contra a violência sexual e estimulou pedidos por medidas mais duras para erradicar a cultura do estupro na França.
Os 50 homens levados à julgamento foram todos acusados de terem participado das fantasias sórdidas de estupro e abuso de Dominique Pelicot, que foram encenadas na casa do casal na cidade de Mazan, na Provença, e em outros locais.
Dominique confessou que escondia tranquilizantes na comida e bebida que dava à sua então esposa, a deixando tão profundamente inconsciente que ele podia fazer o que quisesse com ela por horas.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.