
A montadora Honda decidiu suspender o segundo turno de produção nesta quinta-feira (16) em decorrência do vazamento de gás tóxico registrado no Distrito Industrial de Manaus. A medida foi anunciada após uma reunião realizada durante a madrugada, quando a empresa também determinou a evacuação dos colaboradores como precaução.
Segundo apuração, o vazamento de gás tóxico persistiu durante a noite, embora em intensidade reduzida. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) continuam atuando no resfriamento do tanque que continha monômero de estireno, substância responsável pelo incidente. O objetivo das operações é interromper completamente a liberação do produto químico.
A Defesa Civil do Amazonas informou, na manhã desta quinta-feira, que o risco ainda não foi totalmente eliminado. Por esse motivo, o órgão mantém as medidas de segurança e segue monitorando a área afetada.
De acordo com os bombeiros, uma reação química provocou aumento da pressão em um tanque de estireno da empresa Innova, o que acionou a válvula de segurança do equipamento para liberar o gás e evitar uma explosão. Desde então, os militares mantêm o tanque sob resfriamento até que o produto retorne a níveis seguros. Não há previsão para o término da operação.
Além da Honda, o vazamento de gás tóxico também impactou serviços públicos e unidades de ensino situadas nas proximidades do Distrito Industrial. As autoridades orientam a população a evitar a região e acompanhar apenas os comunicados oficiais.
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