Manaus, 19/07/2026

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Jovem morto no Alvorada: Justiça do AM manda soltar PM que dirigia viatura

Foto: Reprodução
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01/05/2026 16h30

A Justiça do Amazonas autorizou a liberação do policial militar Hudson Marcelo Vilela de Campos, que conduzia a viatura envolvida na morte do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, em Manaus.

A decisão veio após manifestação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), que solicitou a revogação da prisão com base em novos elementos incluídos no processo. Entre eles, estão imagens que indicariam que os disparos partiram de outro agente que também estava no veículo.

Conforme as apurações, Hudson estava ao volante no momento da ocorrência, enquanto o sargento Belmiro Wellington Costa Xavier ocupava o banco do passageiro e portava a arma de fogo.

Durante a ação, o sargento teria efetuado um primeiro tiro de advertência e, em seguida, outro disparo que atingiu o jovem no peito, resultando na morte.

O MP ressaltou que, até agora, não há indícios de que Hudson tenha participado diretamente dos tiros ou feito uso de armamento durante a abordagem.

Hudson deverá cumprir medidas impostas pela Justiça, como comparecimento periódico, proibição de mudar de endereço sem autorização e restrição de contato com testemunhas e familiares da vítima.

Já o sargento Belmiro permanece detido em uma unidade prisional da corporação, à disposição da Justiça.

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O caso aconteceu na madrugada do dia 19, no bairro Alvorada, zona centro-oeste da capital. Segundo as investigações, o jovem foi atingido por um tiro no peito e morreu no local.

Imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas indicam que Carlos André já estaria rendido no momento em que foi baleado, o que reforça a linha de investigação sobre possível execução.

Ainda conforme a apuração, a vítima fugia em uma motocicleta sem placa. Durante a perseguição, perdeu o controle do veículo e caiu em uma esquina. Em seguida, a viatura policial chega ao local.

Outro ponto investigado é a arma utilizada pelo sargento: uma pistola calibre 9 milímetros de uso particular, sem registro em nome do policial e sem vínculo com a corporação. O armamento foi apreendido e encaminhado para perícia.

O laudo inicial confirmou que a morte foi provocada por disparo de arma de fogo.

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