Manaus, 19/07/2026

Amazonas

Justiça aceita queixa crime contra repórter Patric Jhones

Justiça aceita queixa crime contra repórter Patric Jhones
07/04/2026 11h18

A Justiça do Estado do Amazonas, por meio da 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, determinou o prosseguimento de uma queixa-crime por calúnia, com a designação de audiência de conciliação entre as partes envolvidas. A decisão foi proferida no dia 31 de março de 2026.

De acordo com os autos, a ação penal foi proposta pelo jornalista Marcelo Generoso Soares de Oliveira contra Patric Jhones da Silva Alfaia. A queixa aponta a prática de calúnia, com base em publicações que, segundo o autor, teriam atingido sua honra e reputação.

Na decisão, o magistrado destacou que a peça inicial atende aos requisitos legais previstos no Código de Processo Penal, estando devidamente fundamentada quanto aos fatos e à qualificação das partes. Com isso, foi determinado o agendamento de audiência de conciliação, conforme previsto na legislação, como etapa inicial do processo.

Em manifestação, Marcelo Generoso afirmou que, antes do conflito judicial, já havia ajudado o réu em um momento de dificuldade pessoal. Segundo ele, mesmo diante de uma situação delicada, decidiu prestar apoio quando foi procurado.

O jornalista relata, no entanto, que posteriormente passou a ser alvo de acusações em um portal administrado por Patric Jhones, o que teria motivado a adoção de medidas judiciais. Marcelo afirma que, apesar de ter relevado inicialmente a situação, optou por ingressar com a queixa-crime com o objetivo de buscar responsabilização e reforçar a importância da ética no exercício do jornalismo.

“Não se trata de vingança, mas de um posicionamento. O jornalismo precisa ser exercido com responsabilidade. Não se pode denegrir a imagem das pessoas, inventar fatos ou imputar crimes sem comprovação”, declarou.

A audiência de conciliação deverá ocorrer em data a ser definida pela Vara, oportunidade em que as partes poderão buscar um acordo antes do eventual prosseguimento da ação penal.
O caso segue em tramitação na Justiça.

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