
A Justiça Federal deu um prazo de cinco dias para que o Cruzeiro realize o pagamento de R$ 7.476.013,90 por conta de uma dívida com a União. O motivo é a falta de repasses de Imposto de Renda no ano de 2019. Além disso, caso o débito não seja quitado, o clube pode sofrer penhora de bens ou bloqueios judiciais.
Nesse caso, o processo corre na 23ª Vara Federal de Execuções Fiscais da Seção Judiciária de Minas Gerais e foi assinado pelo juiz Luiz Cláudio de Souza Fontes. Vale ressaltar que a informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Hoje em Dia, na madrugada desta quinta-feira.

No total, o Cruzeiro deve R$ 261.887.994,79. Destes, R$ 253.770.074,73 são referentes a tributos e R$ 8.117.920,06 a contribuição previdenciária (INSS). Justamente por conta dessas pendências relacionadas aos impostos federais, o clube chegou a ser excluído do Programa de Modernização da Gestão e Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut) em fevereiro deste ano.
Entretanto, em abril, uma decisão da Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Minas Gerais determinou que o clube fosse incluído novamente no parcelamento do Profut.
Além disso, a Raposa também é alvo de outro processo da União, que também corre na 23ª Vara Federal de Execução Fiscal. Contudo, essa ação cobra R$ R$ 6.179.771,53 pelo não pagamento de PIS e Cofins.
Inclusive, na última segunda-feira, a Justiça determinou o bloqueio desse valor nas contas do clube mineiro, que poderá sofrer penhora de bens caso o montante não seja pago.
Vale lembrar ainda que o Cruzeiro também possui pendências a serem quitadas na FIFA no mês de agosto. Em caso de não pagamento, o clube pode sofrer punições que variam da impossibilidade de registrar atletas até o rebaixamento direto para a Série C.
A nossa equipe tentou fazer contato com o presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, mas até o fechamento dessa edição não obtivemos resposta.
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