
A Justiça do Amazonas decidiu que os 16 policiais militares da Rocam presos por participarem de uma chacina ocorrida em Manaus, em dezembro de 2022, vão a júri popular. As prisões foram revogadas e os réus devem usar tornozeleira eletrônica enquanto aguardam julgamento.
A Denúncia contra eles foi oferecida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) no dia 8 de março e assinada pelos promotores de Justiça Armando Gurgel Maia, Clarissa Moraes Brito, Lilian Nara Pinheiro de Almeida e Marcelo de Salles Martins.
Em 22 de março, o TJAM acatou o pedido e os policiais passaram a ser réus do caso.
Na decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Lucas Couto Bezerra, do último sábado (4), a prisão preventiva dos réus foi revogada e, com isso, impôs medidas a serem cumpridas por eles.
“Em análise preliminar da prova produzida na instrução criminal da fase sumariante, em cotejo, tão somente para fins de corroboração, com os demais elementos constantes no Inquérito Policial que subsidiou a deflagração da Ação Penal, em estrita observância ao comando contido no art. 155, caput, do CPP, existem indícios suficientes da materialidade e de autoria delitiva para a submissão do fato ao Julgamento pelo Tribunal do Júri”, afirmou o magistrado.
As medidas impostas são:
Os corpos das vítimas – dois homens e duas mulheres – foram encontrados dentro de um carro, na manhã do dia 21 de dezembro de 2022, na rodovia AM-010, no Amazonas.
Segundo a polícia, o carro com os corpos estava na região do ramal Asa Branca, na altura do quilômetro 32. A rodovia estadual liga a capital Manaus às cidades de Rio Preto da Eva e Itacoatiara.
Além de terem sido baleadas, as vítimas estavam com diversos sinais de agressão pelo corpo.
Na tarde do dia 24 de dezembro do ano passado, 12 policiais foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Por volta de 14h do mesmo dia, os presos chegaram à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), acompanhados de vários policiais da Rocam, grupo de polícia do qual os presos faziam parte.
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