Manaus, 04/06/2026

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Justiça decreta prisão de homens que mataram congolês no Rio

Justiça decreta prisão de homens que mataram congolês no Rio
02/02/2022 09h30

A Justiça do Rio de Janeiro decretou as prisões temporárias dos três homens suspeitos de terem espancado até a morte o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, em um quiosque na Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Imagens de câmera de segurança do local mostram os três homens espancando Moïse com socos, chutes e até golpes com pedaços de pau.

Os homens foram identificados como Fábio Pirineus da Silva, o Belo, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove, e Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota. As prisões foram decretadas pela juíza Isabel Teresa Pinto Coelho Diniz, após pedido feito pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

A promotora Bianca Chagas deu parecer favorável ao pedido de prisão e disse “que as imagens comprovam toda a ação delituosa em seu mais alto grau de crueldade, perversidade e desprezo pela vida – o bem jurídico mais importante de todo ordenamento”.

O trio de agressores foi identificado pelo proprietário do quiosque Tropicalia, onde o fato aconteceu, através de apelidos. O proprietário, que não estava no local no momento das agressões, cedeu as imagens de câmeras de segurança para a polícia e não teve participação no crime, de acordo com os investigadores.

Belo e Totta trabalhavam em barracas na areia da praia, já Dezenove era funcionário do quiosque vizinho. Os três alegam que teriam agredido Moïse, que, segundo eles, já estaria embriagado, após o congolês tentar pegar cervejas da geladeira do Tropicalia. De acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), o congolês sofreu traumatismo do tórax, com contusão pulmonar.

– O laudo e o vídeo demonstram que trata-se de uma vítima fatal de espancamento, com vários hematomas pelo corpo, e com uma repercussão grave das agressões no pulmão, o que causou uma hemorragia. Nesses casos, a aspiração do sangue leva a dificuldade respiratória, como em uma asfixia, e a morte não se dá de maneira imediata – disse ao jornal O Globo o perito Nelson Massini.

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