Manaus, 04/06/2026

Política

Lula reúne adversários históricos em busca de consenso por Maceió

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente da Câmara, Arthur Lira. Imagem de arquivo
09/11/2022REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente da Câmara, Arthur Lira. Imagem de arquivo 09/11/2022REUTERS/Adriano Machado
12/12/2023 13h30

Em momento raro na política, o presidente da Câmara, Arthur Lira e o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos alagoanos, estarão juntos no Palácio do Planalto para discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os estragos provocados pelas minas de sal-gema em Maceió. O encontro acontece nesta terça-feira (12).

Caberá ao petista o papel de mediador do impasse político. À CNN, um ministro do Palácio do Planalto classificou a situação de “Lula Facts”, uma forma irônica de se referir a “coisas que só Lula faz”.

Aliados de Lira e Calheiros afirmaram que dessa conversa sairão as balizas para qualquer tipo de acordo, o que inclui uma definição sobre o início ou não da CPI da Braskem e também o quanto o governo federal está convencido a liberar recursos para o estado.

A prefeitura pede auxílio para política habitacional da cidade, inclusive para atender pessoas que não foram diretamente atingidas pela exploração mineral.

Do lado de Calheiros, uma fonte do governo sorriu ao comentar sobre o ineditismo do encontro; do lado de Lira, outra fonte indagou se Lula conseguirá evitar que a família Calheiros continue a fazer críticas contra Lira e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas.

Nas redes sociais, Lira publicou que jamais deixará de cobrar a efetiva responsabilização da Braskem e de governantes que foram inertes. Enfatizou, no entanto, que, para o momento, ele continua “na defesa da população de Maceió atingida diretamente, na necessidade do governo federal apoiar a prefeitura e outros órgãos responsáveis nas ações de assistência às famílias atingidas”.

Renan Calheiros é o principal articulador da instalação de uma CPI, o mais rápido possível. Para ele, a comissão é “isenta, indispensável, inadiável”.

À CNN, antes da reunião no Planalto começar, o senador destacou que todos os integrantes da comissão já foram indicados e não haveria mais nada para impedir o início da investigação.

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