Manaus, 16/07/2026

Cidade

Morte de idoso após vazamento de estireno não aponta relação com intoxicação, afirma secretário de Saúde

Foto: Ilustrativa/Divulgação
Foto: Ilustrativa/Divulgação
16/07/2026 16h55

O secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Luiz Alberto Saraiva, informou que as unidades de saúde de Manaus realizaram 107 atendimentos a pacientes com queixas relacionadas ao vazamento de estireno ocorrido no Distrito Industrial. Desse total, 104 pessoas já tiveram alta médica, enquanto três permanecem internadas em observação. O gestor também comentou sobre o óbito de um idoso de 67 anos registrado na madrugada, que segue sob investigação.

De acordo com Saraiva, imediatamente após a confirmação do incidente, foi instituída uma equipe de crise para direcionar toda a rede de saúde estadual. O fluxo de atendimento foi voltado prioritariamente para indivíduos que apresentavam irritações ou complicações respiratórias decorrentes do forte odor provocado pelo vazamento químico.

O titular da pasta trouxe esclarecimentos sobre o falecimento do homem de 67 anos, que deu entrada em uma unidade de saúde relatando contato com o cheiro do gás. O secretário enfatizou que, sob o ponto de vista técnico e médico, não há elementos que associem o óbito à inalação da substância.

“Infelizmente, o paciente evoluiu a óbito durante a madrugada, mas os sintomas apresentados e a declaração de óbito, em conversa com a equipe médica, não apontam relação com intoxicação. Tratava-se de um paciente com múltiplas comorbidades, que já sofria de doença pulmonar obstrutiva crônica em estágio muito avançado, com histórico de várias internações anteriores, além de cardiopatia grave”, declarou o secretário.

Saraiva acrescentou que o caso foi encaminhado à Polícia Civil para apuração e perícia técnica por protocolo, mas reforçou a improbidade de causalidade com base nas diretrizes internacionais de segurança química. O idoso residia no Centro de Manaus, uma região consideravelmente distante do Distrito Industrial.

Os protocolos internacionais estabelecem um raio de contaminação crítica de até 300 metros para vazamentos de gás sem combustão, e de até 800 metros apenas em cenários de explosão.

Assistência

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) mantém suas equipes e unidades de prontidão para prestar assistência imediata a qualquer cidadão afetado pelo odor residual. O secretário orientou os moradores de Manaus a ficarem atentos a reações adversas e buscarem ajuda médica caso manifestem sintomas incomuns.

“A orientação para toda a população é que, se começar a sentir dor nos olhos, dor de garganta, falta de ar ou mesmo uma distensão abdominal incomum, procure imediatamente uma unidade de saúde. Ao ser atendido, relate aos médicos que se trata de um sintoma novo”, recomendou Saraiva.

Licença de operação da empresa

Paralelamente às ações de socorro médico, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) confirmou que a licença de operação da empresa onde ocorreu o vazamento está regular e vigente. Analistas e engenheiros químicos do órgão atuam em conjunto com o Corpo de Bombeiros no monitoramento do perímetro do Distrito Industrial.

O plano de ação de emergência da fábrica foi acionado conforme manda a legislação, e as equipes do Ipaam agora concentram esforços em analisar e minimizar possíveis impactos ambientais de médio e longo prazo decorrentes do incidente.

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