Manaus, 26/07/2026

Amazonas

MP pede volta da prisão preventiva de gestante presa com quase 900 kg de drogas em operação que terminou com morte de investigador

MP pede volta da prisão preventiva de gestante presa com quase 900 kg de drogas em operação que terminou com morte de investigador
26/07/2026 11h00

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) ingressou com uma ação cautelar no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para tentar reverter a decisão que substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar de uma das investigadas presas durante a operação realizada na última sexta-feira (24).

Segundo o órgão, a gravidade dos fatos e os indícios de participação da investigada em uma organização criminosa justificam a manutenção da prisão preventiva, mesmo ela sendo gestante.

Na ação, o MP afirma que o caso é excepcional e não se enquadra na regra geral que permite a substituição da prisão por domiciliar em razão da gravidez.

O que foi apreendido durante a operação?
De acordo com o Ministério Público, a operação resultou na apreensão de grande quantidade de drogas e materiais utilizados pelo tráfico.

Entre os itens apreendidos estão:

  • 829 tabletes de maconha, totalizando 862,6 quilos;
  • 10 tabletes de cocaína, com 11,2 quilos;
  • Máquina de contar cédulas;
  • Seladora a vácuo;
  • Colete balístico;
  • Munições de calibre restrito.

As investigações apontam que a apreensão ocorreu durante uma interceptação de entrega de drogas entre veículos nos bairros Alvorada e Ponta Negra, em Manaus.

Qual é a relação da operação com a morte do investigador?
Segundo o MPAM, a operação está diretamente ligada ao caso que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, lotado no Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).

A Promotoria sustenta que a gravidade concreta do crime, somada ao volume de drogas apreendido e à possível atuação da investigada em organização criminosa, exige a manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem pública.

O que decidiu a audiência de custódia?
Na audiência de custódia realizada no sábado (25), a Justiça homologou o flagrante e converteu a prisão dos três investigados em preventiva.

Entretanto, no caso da mulher, a prisão foi substituída por domiciliar em razão da gestação.

A decisão determinou ainda:

Monitoramento eletrônico por 90 dias;
Proibição de contato com os demais investigados;
Recolhimento domiciliar no período noturno;
Cumprimento de outras medidas cautelares.
Agora, o MPAM pede que o TJAM conceda efeito suspensivo ao recurso e determine a imediata expedição de um novo mandado de prisão preventiva.  A ação apresentada pelo Ministério Público será analisada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Até que haja nova decisão judicial, permanece válida a determinação da audiência de custódia que substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar.

Fonte: AM POST.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

[yarpp]
Portal do Generoso
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.