
Amanda Maria Souza de Oliveira, a mulher de 37 anos, que foi desmascarada após aplicar golpes em seis estados do Brasil, fingindo ser uma menina chamada Emily, doente e órfã, criou perfis falsos nas redes sociais e inventou histórias trágicas para sensibilizar suas vítimas, conseguindo doações financeiras. Uma das vítimas até tatuou o nome “Emily” como homenagem.
Em Curitiba, Paraná, Amanda enganou um grupo por seis meses, alegando ter câncer terminal e utilizando fotos para emocionar as pessoas. Uma das vítimas até tatuou o nome “Emily” como homenagem. A fraude foi descoberta quando as vítimas tentaram visitar Emily no hospital e foram informadas que não havia ninguém internado com esse nome.
A mulher, que não quis ser identificada, chegou a tatuar o nome falso usado pela suspeita após criar um forte vínculo afetivo com a suposta adolescente. A tatuagem foi removida depois que o golpe foi descoberto.
A história ganhou destaque também por episódios antigos, envolvendo sua passagem por um projeto social em Belo Horizonte.
De acordo com a diretora do Projeto ComPaixão, Delma Soares, Amanda foi acolhida pela instituição por volta de 2017, após ser encaminhada por uma voluntária que a encontrou em situação de vulnerabilidade nas ruas. À época, ela relatava uma trajetória marcada por violência e exploração, o que sensibilizou a equipe responsável pelo atendimento.
Segundo Delma, a mulher apresentava comportamento e linguagem compatíveis com o que seria esperado de uma adolescente, o que contribuiu para que sua versão fosse inicialmente aceita. “A gente acreditava que estava lidando com uma adolescente em situação de extrema vulnerabilidade”, afirmou.
Amanda já havia sido presa em Santa Catarina por viver 14 meses como filha adotiva de uma família, usando falsa identidade. Ela foi indiciada por estelionato e falsa identidade, mas a investigação no Paraná ainda não foi finalizada devido a falta de diligência inicial das autoridades.
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