
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o risco de disseminação da Covid-19 em voos parece ser “muito baixo”, mas não pode ser descartado. Em um comunicado repassado pela entidade para a agência de notícia Reuters, a OMS afirmou que a conclusão foi baseada no pequeno número relatado de casos em relação ao volume de viajantes.
– A transmissão em voo é possível, mas o risco parece ser muito baixo, dado o volume de viajantes e o número pequeno de relatos de casos. O fato de que a transmissão não é amplamente documentada na literatura publicada não significa, porém, que não acontece – afirmou a OMS.
A conclusão da entidade global foi basicamente a mesma obtida em um estudo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que descreveu, na semana passada, a probabilidade de se contrair a doença em aeronaves comerciais como “muito baixa”.
Apesar dos dois órgãos acreditarem que o risco, apesar de pequeno, ainda existe, algumas empresas aéreas foram até mais categóricas ao falar das chances da transmissão em voo. As americanas Southwest Airlines e United Airlines, por exemplo, disseram que estudos recentes mostraram que o risco é “virtualmente inexistente”.
A Southwest, uma das poucas empresas aéreas que atualmente mantêm o assento do meio desocupado, disse nessa quinta-feira que, à luz da pesquisa, revogará a interdição desses assentos. No dia 8 de outubro, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) informou que só potenciais 44 casos de transmissão em voo foram identificados entre 1,2 bilhão de viajantes neste ano.
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