Manaus, 05/06/2026

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Passageira registra aproximação de caça da FAB durante voo particular: ‘Parecia cena de filme’

Passageira registra aproximação de caça da FAB durante voo particular: ‘Parecia cena de filme’
24/12/2025 16h15

Uma passageira de um voo particular registrou o momento em que um caça F5 da Força Aérea Brasileira (FAB) se aproximou do avião em que estava na tarde desta terça-feira (23).

O voo havia saído do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, e seguia com destino a Anápolis (GO).

Nas imagens, enviadas e publicadas nas redes sociais, é possível ver o momento em que o caça ficou bem próximo da aeronave, o que surpreendeu os passageiros.

“Foi por volta das 14h19. Me deu medo real. Achávamos que era simulação, mas depois foi explicado que era interceptação. Parecia cena de filme. O avião era um King Air, e eu não sabia o que se passava, se tinham confundido, se tinham nos visto. Falei: ‘Só o que me faltava morrer assim’”, afirmou a médica Stephanie Rizk, moradora de São Paulo.

O comandante do avião em que estava Stephanie explicou que a ação do caça foi uma interceptação para conferir dados da aeronave, algo considerado comum.

“É como se fosse uma blitz de carro, porém aérea. O procedimento foi executado com maestria pela FAB e com toda a segurança. Se não avisássemos os passageiros, eles nem perceberiam. Após minha identificação, fui questionado quanto à procedência, o destino e a intenção de voo. Como tudo estava de acordo, a FAB nos deixou prosseguir. Para quem faz tudo certinho, é sempre um privilégio poder voar em ala com um F5”, afirmou o piloto Francisco Carlos Miralles, que iniciou a carreira na aviação em 2011.

E complementou: “Eu penso que, inicialmente, a nossa interceptação seria uma interceptação discreta, porque ele ficou um tempo voando embaixo da gente. Mas, como eu percebi que poderia ter alguma coisa muito embaixo da gente, ou que o nosso equipamento estava indicando um erro embaixo da aeronave, o que pode acontecer, resolvi fazer uma curva pela esquerda para fazer o que a gente chama de um 360, para dar uma olhada por baixo. E, para minha surpresa, tinha lá um F-5. Aí a gente começou todo o procedimento de interceptação”.

‘Blitz’ aérea

Segundo a Força Aérea Brasileira, a interceptação segue um processo rigoroso que começa com a detecção de uma aeronave não identificada, ou suspeita, dentro da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA).

O controle de tráfego aéreo (civil ou militar) tenta entrar em contato com a aeronave para determinar sua identidade e suas intenções. Se não houver resposta, ou se a resposta for considerada insatisfatória, são enviados caças interceptadores para identificar visualmente a aeronave.

Ainda conforme a FAB, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) é o responsável por planejamento, coordenação e execução das ações da Força Aérea voltadas para a Tarefa de Controle Aeroespacial, conduzindo os meios aéreos necessários para identificação, coerção ou detenção dos tráfegos voando no território nacional.

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