
Uma das maiores defensoras da aprovação do projeto de taxação das grandes fortunas do senador Plínio Valério (PSDB-AM), a Oxfam, entidade que implementa ações de combate a pobreza em 90 países, revelou ontem estudo mostrando que apesar da conjuntura econômica catastrófica, 42 bilionários brasileiros aumentaram em US$ 34 bilhões suas fortunas durante a pandemia. O estudo com base na evolução do ranking de bilionários da revista “Forbes” no primeiro semestre, mostra que o patrimônio dos muito ricos no Brasil saltou de US$ 123,1 bilhões em março para US$ 157,1 bilhões em julho deste ano.
No Mundo, e até em alguns setores no Brasil, há um movimento dos próprios bilionários para os governos aumentarem a taxação de suas fortunas, mas o projeto de Valério que está pronto para votar, está engavetado no Senado Federal. O projeto de Valério que cria o imposto temporário de dois anos para ajudar em ações de combate a pobreza, saúde e criação de empregos, tem uma taxação mínima de 0.5% apenas para fortunas a partir de R$28 milhões e alivia a classe média.
_ Ao invés de apreciar o projeto de taxação das grandes fortunas, o Congresso começa a analisar proposta que cria mais impostos para o comércio na internet, o que penaliza principalmente a classe média e aumenta o fosso tributário entre os muito ricos e os mais pobres. Até quando a Mesa do Senado vai ignorar a realidade da desigualdade entre muito ricos e a classe média agora escancarada pelo estudo da Oxfam? Já provamos por A mais B que o projeto não irá afetar emprego ou provocar fuga de capitais, mas os que decidem a pauta do Senado estão sendo mais realistas que o Rei _ defendeu Plínio Valério.
Antes mesmo do caos econômico provocado pela Pandemia, Plínio Valério leu , da tribuna , carta enviada por um grupo de bilionários americanos aos candidatos republicanos e democratas que estão na corrida pela Casa Branca, nos Estados Unidos, propondo algo inédito : “Taxem-nos! Nós somos afortunados, nós somos bilionários e queremos colaborar com o País”.
_ Aqui, 5% dos ricos brasileiros detêm mais da metade da fortuna no Brasil .Então, se nós arrumássemos uma maneira Deles também colaborarem, daria para arrecadar alguma coisa a mais, sem sacrificar a professora, o trabalhador, o agricultor, aquele pessoal ribeirinho, aquele pessoal do sertão _ defendeu Plínio.
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