
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, disse neste domingo que o caso contra o opositor Edmundo González será encerrado após o ex-candidato presidencial ter saído para a Espanha, onde solicitou asilo.
Saab afirmou que a saída de González do país traz uma “mudança” no processo judicial contra ele na Venezuela, por supostos delitos associados ao terrorismo. González nega as acusações.
“Isso traz uma mudança no status processual que está sendo avaliado pelo procurador”, disse Saab.
“Nós, com o advogado de González Urrutia, José Vicente Haro, nas próximas horas e nos próximos dias, estabeleceremos a forma, o tempo, o modo e o local de como esse caso será encerrado judicialmente”, afirmou Saab, acrescentando que o resultado será em estrita conformidade com a lei venezuelana.
Saab disse que González solicitou um salvo-conduto diretamente ao procurador-geral em uma carta, o que lhe permitiu viajar para a Espanha.
Quando questionado sobre “coerções e ameaças” que González disse ter enfrentado e que o levaram a solicitar asilo na Espanha, Saab afirmou que a pressão e as ameaças vieram da líder oposicionista María Corina Machado.
“González foi vítima de pressões de seu partido que o obrigaram a tomar decisões (…) há uma fratura absoluta nessa oposição extremista.”
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