
Aproximar crianças e adolescentes da arte circense e utilizar o circo como ferramenta de aprendizagem são os objetivos do projeto “Funâmbulos da Amazônia”, desenvolvido pela companhia amazonense Circo Caboclo.
Desde 2025, a iniciativa realiza oficinas gratuitas de tecido, bambolês e acrobacia de solo em instituições de ensino de Manaus. Neste mês, o projeto passou a atender a Casa Mamãe Margarida, que funciona como abrigo institucional e escola.
As atividades são oferecidas semanalmente para turmas de diferentes níveis de conhecimento, do básico ao avançado. As inscrições são realizadas por meio das próprias instituições participantes.
Segundo o fundador da Circo Caboclo, o artista, educador e produtor cultural Jean Winder, a proposta busca ampliar o acesso à formação artística e fortalecer a presença do circo em espaços educativos.
Antes de chegar à Casa Mamãe Margarida, o projeto foi desenvolvido nas escolas municipais Rodolpho Valle, Mário Lago e Rui Barbosa Lima. Na nova etapa, as oficinas acontecem às segundas e sextas-feiras.
O “Funâmbulos da Amazônia” foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público nº 007/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A iniciativa é executada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Conselho Estadual de Cultura, com recursos do Governo Federal.

De acordo com Jean Winder, o projeto amplia uma atuação que a companhia já desenvolve desde 2017 em comunidades e escolas públicas localizadas em áreas de vulnerabilidade social.
O diferencial da nova proposta está no período mais longo de permanência em cada instituição. Com até três meses de atividades em cada local, os participantes têm mais tempo para aprofundar o aprendizado e desenvolver habilidades circenses.
A coordenação do projeto é de Jean Winder. As oficinas são ministradas pela bailarina e acrobata Fernanda Bezerra, pela artista circense Ayla Taynã e pela atriz e coreógrafa Laísa Silva.
Além da formação artística, a iniciativa busca estimular disciplina, concentração, trabalho em equipe e desenvolvimento pessoal. Segundo os organizadores, a prática circense contribui para fortalecer a autoestima, a criatividade e a capacidade de superação dos participantes.
“O aluno que pratica circo aprende a cair e levantar, a rir dos erros e a persistir com leveza. Ao integrar o circo ao contexto escolar, reafirmamos que educar também é encantar”, destaca Jean Winder.
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