A prisão de Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, que é apontado por disseminar notícias falsas e ameaçar quem questiona as finanças do Movimento Brasil Livre (MBL) serviu de catalizador para que a defesa da ativista Sara Winter peça a nulidade da CPMI das Fake News. Em nota à imprensa, os advogados acusam Ayan de ser “guru e fornecedor de informações à CPMI e ao STF”.
– Assim, mesmo de pleno conhecimento prévio da defesa e de qualquer pessoa com discernimento médio, são ainda mais fortes as evidências de nulidade de todas as provas colhidas e apresentadas por esse cidadão, através de dois deputados federais, e agora preso, o que se chama no direito que tais provas são “frutos da árvore envenenada” ou seja, imprestáveis juridicamente, pois foram fornecidas por essa pessoa disseminadora de fake news e conduta reprovável – informou a nota.
A defesa de Sara Winter e dos demais presos pela Operação Lume, que têm apoiadores do presidente Jair Bolsonaro como alvos, informou que tomará todas as medidas cabíveis a partir desta segunda-feira (13). Também serão aplicadas medidas judiciais contra quem contribuiu “para a destruição de suas intimidades, imagens e reputações”.
