
A Polícia Federal prendeu dois secretários e um assessor de gabinete do governador do Pará, Helder Barbalho, em operação que apura desvios de recursos da Saúde no estado. Barbalho foi alvo de buscas a apreensões e também é investigado, mas não foi preso. Os mandados de prisão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A ação da PF foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União e a Polícia Civil de São Paulo.
A PF pediu para que Barbalho fosse o principal alvo da operação, batizada de SOS, mas a Justiça negou.
Além do Pará, os mandados foram cumpridos em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná.
Só em São Paulo foram executados, ao todo, 260 mandados de busca e apreensão e e 57 de prisão temporária, que atingem autoridades da Secretaria Estadual de Saúde, da Câmara Municipal de São Paulo e em cidades do interior. No estado, a operação se chama Raio X.
As investigações no Pará apuram, segundo a PF, contratos da Saúde que somam mais de R$ 1,2 bilhão em acordos firmados com organizações sociais entre os meses de agosto de 2019 e maio de 2020.
Os crimes investigados são de fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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