Manaus, 25/06/2026

Polícia

Suspeito de matar o próprio filho é encontrado morto em presídio de Manaus

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
25/06/2026 09h20

O detento Fernando Batista de Melo, 48, foi encontrado sem vida nesta quarta-feira (24), dentro de uma cela no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2). Ele estava preso preventivamente desde janeiro, acusado de assassinar o próprio filho de três anos. As circunstâncias do óbito estão sob investigação.

Fernando estava sob custódia do Estado desde a sua captura, que ocorreu dias após o assassinato de seu próprio filho, em 24 de janeiro de 2026. Na ocasião, o crime chocou a opinião pública e gerou forte revolta popular.

Relembre o caso

Após uma mobilização de pouco mais de 30 horas das forças de Segurança do Amazonas, Fernando Batista foi preso em uma área de mata da avenida Esther Lanna, bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, na madrugada do dia 24 de janeiro. O homem é o principal suspeito pela morte do filho, uma criança de três anos, ocorrida na noite da última quinta-feira (22) no bairro Cidade de Deus, zona norte da capital.

A integração das forças de Segurança, que se mobilizaram para localizar o suspeito de um crime que gerou grande repercussão e comoção popular, foi fundamental para o êxito da operação.

“É importante frisar que a integração dos órgãos de Segurança Pública gera o resultado mais rápido. Conseguimos empregar nesse curto tempo o helicóptero do DIOA (Departamento Integrado de Operações Aéreas do Amazonas), o sistema Paredão, conseguimos acionar todas as células de inteligência do nosso Estado para trabalhar em conjunto com as polícias Civil e Militar para, de uma maneira rápida, fazer a captura (do suspeito)”, enfatizou o secretário executivo de Operações, da Secretaria de Segurança Pública, André Ribeiro.

De acordo com informações do subcomandante geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Thiago Balbi, desde o acionamento da polícia para o local do crime, as equipes se mobilizaram para localizar o suspeito.

Guarnições da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Força Tática, Comando de Policiamento de Área (CPA) centro-sul e centro-oeste, Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (GRAER) e a Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) começaram a fazer o cerco no local indicado por denúncias de populares, que deram características semelhantes às de Fernando, bem como dados do GPS da motocicleta utilizada por ele no momento da fuga, que foi abandonada na área do bairro Planalto.

Diante dessas informações, as polícias Civil e Militar, além de equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), intensificaram as buscas e definiram pontos estratégicos de saída da área de mata densa.

“Como o cerco foi mantido e houve ali um apoio muito grande das tropas da Polícia Militar, onde permaneceu a noite toda lá, os policiais tinham a metodologia para fazer o patrulhamento e entrar na mata e procurar alguns vestígios, houve a prisão desse indivíduo por volta de 1h30 da manhã pelas equipes da 16ª Cicom”, explicou.

O suspeito chegou a afirmar que estava praticando atividade física no momento da abordagem, na tentativa de induzir os policiais ao erro, mas logo depois afirmou a identidade, sem resistir à prisão.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a mãe da vítima havia terminado o relacionamento de quatro anos com Fernando em dezembro do ano passado, mas ele não aceitava o fim da união e passou a faltar financeiramente com a vítima e outra criança, ambos frutos do relacionamento.

A mulher, então, pediu para que o pai de Fernando conversasse com ele. Na tarde do dia 22 de janeiro, o suspeito foi até a casa da ex-companheira com uma faca, fazendo ameaças. No mesmo dia, por volta das 18h, Fernando foi até a casa do pai, onde a criança de três anos estava, e disse que daria banho no filho. A demora no banheiro gerou preocupação no pai de Fernando, que começou a insistir que o filho abrisse a porta, momento em que se deparou com o crime.

Inicialmente, havia a suspeita de que o menino tivesse sido morto com golpes de faca, em razão de um vídeo que circulou nas redes sociais mostrando Fernando ameaçando a mãe da criança com uma faca por volta das 15h do mesmo dia e, havia muito sangue na cena do crime, no entanto, o laudo pericial apontou que a causa da morte de Manoel foi asfixia mecânica.

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