
Os trabalhadores da construção civil encerraram a greve iniciada na quinta-feira (16) após chegarem a um acordo durante uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho, em Manaus.
A paralisação, que atingiu canteiros de obras da capital, teve como desdobramento um ato realizado nesta sexta-feira (17). Durante a manifestação, os trabalhadores saíram em caminhada e chegaram a bloquear parte da avenida General Rodrigo Otávio, na altura do viaduto Gilberto Mestrinho, na zona Centro-Sul.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM), o acordo firmado prevê reajuste salarial de 6,5%, aumento no valor da cesta básica para R$ 300, pagamento de abono aos trabalhadores que participaram do movimento e manutenção do pagamento de horas extras em 100% aos sábados, domingos e feriados.
O presidente do Sintracomec-AM, Cícero Custódio, conhecido como Sassá, informou que a negociação encerrou o movimento grevista após a categoria e representantes patronais chegarem a um consenso sobre a convenção coletiva de trabalho.
A greve havia sido anunciada após o impasse entre trabalhadores e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM) durante as negociações da nova convenção coletiva.
Antes do acordo, a categoria reivindicava, além do reajuste salarial, benefícios como aumento da cesta básica e inclusão de plano de saúde. O sindicato dos trabalhadores chegou a informar que cerca de 40 mil profissionais poderiam aderir à paralisação.
Em posicionamento divulgado anteriormente, o Sinduscon-AM afirmou que as negociações haviam avançado em mais de seis rodadas de reuniões, mas não houve consenso entre as partes. A entidade também informou que havia apresentado uma proposta de reajuste salarial de 6%, aplicada a partir de junho de 2026, acima do índice de inflação utilizado como referência nas negociações.
Com o novo acordo firmado, os trabalhadores retornam às atividades nos canteiros de obras.
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