Manaus, 07/07/2026

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Travessia sobre rio Autaz Mirim, na BR-319, é paralisada após cabo de balsa se romper

Travessia sobre rio Autaz Mirim, na BR-319, é paralisada após cabo de balsa se romper
03/06/2025 16h40

A travessia de veículos sobre o Rio Autaz Mirim – no trecho onde uma das pontes da BR-319 desabou em 2022 – foi paralisada após o cabo de uma balsa romper e impedir que a embarcação atravesse o rio no fim da manhã desta terça-feira (3), afetando o deslocamento entre Manaus e o município de Careiro, no Amazonas. Este é o segundo bloqueio na rodovia em menos de cinco dias. Não há cidades ou comunidades isoladas.

No sábado (31), o aterro provisório utilizado para a travessia de veículos sobre o Rio Curuçá foi destruído pela correnteza na altura do quilômetro 23 da rodovia e comprometeu o único caminho para a travessia no trecho. Na noite de segunda-feira (2), veículos de pequeno porte foram liberados.

O novo bloqueio ocorreu nas proximidades do quilômetro 25 da BR-319, única rodovia que liga os estados do Amazonas e Roraima ao restante do país. A rota possui alto fluxo de caminhões usados para o transporte de cargas enviadas por outros estados ao Amazonas. Desde o desabamento da antiga ponte, em novembro de 2022, a balsa foi fixada no local e era a única forma de realizar a travessia.

A única alternativa para os motoristas que trafegam pela rodovia chegarem a Manaus com a interdição é dirigindo por um ramal que dá acesso ao município de Iranduba e seguir para a capital amazonense pela rodovia AM-352. Pequenas embarcações particulares estão oferecendo o serviço de travessia para pedestres.

Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Trânsito (DNIT) no Amazonas, Orlando Fanaia, uma equipe do órgão estão se dirigindo ao local para realizar uma avaliação técnica. Não há previsão de normalização.

“Ali nós vamos fazer uma avaliação agora para ver exatamente o que a gente consegue fazer também pra essa liberação. Lá, foi um rompimento de cabo. Nós estamos indo para lá agora para ver a situação para poder depois passar uma atualização melhor´”, explicou Fanaia.

O superintendente também explica que a prioridade é restabelecer o funcionamento da travessia com a maior agilidade possível.

“Nós vamos ver como é que nós vamos fazer, vamos tentar puxar a balsa e já amarrar e já liberar o quanto antes. Essa é a primeira ideia. Talvez você tenha que fazer uma complementação com o rachão”, afirmou.

Ainda de acordo com Fanaia, a opção por manter as balsas fixas em vez de usá-las para navegação no local se deve ao alto volume de veículos que trafegam pela rodovia, que liga Manaus ao município de Careiro.

“É importante colocar o seguinte: a gente tem feito uma opção de não fazer a navegação com a balsa pela capacidade que você tem da balsa e pelo volume que a gente tem. Você tem um movimento muito grande. Também tem toda a parte de vários veículos de carga que passam aqui pela região. A ideia nossa sempre foi de tentar manter isso aqui fixo. A gente acha importante que a gente mantenha a situação da melhor maneira possível”, justificou.

Desabamento da ponte

A ponte sobre o Rio Autaz Mirim desabou em 8 de outubro de 2022, horas após ser interditada na rodovia federal por apresentar riscos a pedestres e motoristas. Não houve mortos, nem feridos. O acidente ocorreu apenas dez dias após o desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá.

Em maio deste ano, o Dnit informou que as duas pontes estão em fase final de reconstrução. A ponte sobre o Rio Autaz Mirim deve ser entregue em novembro deste ano, enquanto a sobre o Rio Curuçá tem previsão de conclusão em setembro. Os investimentos das duas obras estão orçados em R$ 50 milhões, informou o órgão.

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