
As declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, dominaram as atenções internacionais após a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF. Durante uma coletiva na Cúpula do G7, na França, Trump saiu em defesa do aliado, classificando o cenário institucional brasileiro como “um pouco conturbado e perigoso” e afirmando que as autoridades no país “jogam bem pesado”.
Ao comentar o caso, no entanto, o presidente americano cometeu uma gafe factual: confundiu Eduardo com o irmão e afirmou que “prenderam ou querem prender o Bolsonaro Júnior”. A fala endossou o posicionamento do Departamento de Estado dos EUA, que já havia tachado a sentença de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto como “perseguição e manipulação jurídica”.
A manifestação gerou forte reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também presente no G7. Lula cobrou respeito à soberania nacional e mandou um recado direto ao líder americano: “Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro — do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. Agora, não se meta nas eleições no Brasil”.
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