
Um homem, identificado apenas como Isaac, é suspeito de agredir a ex-companheira Camila Duarte Barroso, de 26 anos, em Manaus. O caso foi denunciado pela irmã da vítima por meio das redes sociais.
Segundo a irmã, mesmo sete anos após o fim do relacionamento, Camila continua sendo vítima de agressões físicas e psicológicas praticadas pelo ex-companheiro.
De acordo com a denunciante, Camila e o suspeito mantiveram um relacionamento por cerca de um ano, período que incluiu a gravidez e o nascimento da filha do casal. A separação ocorreu quando a criança, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), ainda era bebê.
Ainda segundo as informações, a guarda da criança, hoje com 7 anos, foi concedida à mãe por decisão judicial, enquanto o pai possui dias de convivência regulamentados pela Justiça. A família afirma que Camila nunca impediu o contato da filha com o pai.
A testemunha relata ainda que o suspeito utiliza a filha para manter contato com a vítima. A família afirma que o homem não teria condições psicológicas para assumir a guarda e que seria usuário de drogas, fato que, segundo eles, já foi levado ao conhecimento das autoridades.
A agressão mais recente teria ocorrido mesmo com uma medida protetiva em vigor. Apesar disso, de acordo com a família, o suspeito não permaneceu preso, o que gerou indignação.
Uma das agressões foi divulgada nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver o momento em que o homem chega ao local e agride a vítima com socos e chutes.
Camila deu entrada em uma unidade hospitalar com ferimentos, além de perda do nível de consciência, sonolência e cefaleia intensa. Em prontuário médico, a equipe registrou histórico de agressão física atribuída ao ex-marido, conforme relato da paciente.
Há ainda registros de uso de medicação antidepressiva e calmantes, que a vítima afirma receber por acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Ainda segundo a denunciante, outra agressão ocorreu enquanto Camila estava com a filha no colo, quando foi atacada com socos e cotoveladas na cabeça. A criança não ficou ferida porque a mãe conseguiu protegê-la.
A denunciante afirma que existem laudos médicos, vídeos das agressões, testemunhas e até reportagens anteriores sobre o caso, mas considera as decisões judiciais insuficientes diante da gravidade dos fatos.
Em outro trecho da denúncia, a irmã relata que o suspeito teria deixado o fórum rindo, acompanhado da mãe, após uma audiência, o que aumentou o sentimento de impunidade da família.
Veja vídeo:
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