
Por: Marcelo Generoso – Jornalista
O Brasil está assistindo, estarrecido, a um dos maiores espetáculos de baixaria já exibidos na televisão aberta. O reality show “A Fazenda”, transmitido pela Record TV, se transformou em um verdadeiro show de horrores, onde violência contra a mulher, xenofobia, pornografia e ataques pessoais são tratados como entretenimento e rendem audiência às custas da degradação humana.
É inaceitável que, em pleno século XXI, um programa de TV nacional exponha tamanha violência psicológica, moral e até física diante de milhões de espectadores, incluindo crianças e adolescentes. O que deveria ser uma competição saudável entre participantes se tornou uma arena de humilhações públicas, insultos, provocações e cenas que ferem diretamente a dignidade das pessoas.
Entre as maiores vítimas desse espetáculo de barbaridades está Tamires, participante que representa com orgulho o Amazonas e toda a Região Norte. Ela tem sido humilhada, atacada e isolada de forma cruel, em um ambiente que ultrapassa todos os limites do respeito e da convivência humana. O que a produção faz é se calar diante dos abusos, permitindo que o sofrimento de uma mulher se transforme em pauta de audiência.
O mais grave é que “A Fazenda” é exibida por uma emissora pertencente ao bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A pergunta que muitos brasileiros fazem é: será que os fiéis da igreja têm consciência de que estão financiando um programa que afronta a moral, os bons costumes e as famílias cristãs deste país? Como pode um canal ligado a uma instituição religiosa propagar tamanha imoralidade e indecência?
É urgente que o Ministério Público Federal, o Ministério das Comunicações e os órgãos reguladores da TV aberta tomem providências. O que está sendo transmitido ultrapassa os limites da liberdade artística e do entretenimento. Estamos diante de um caso de ofensa à integridade humana, estímulo à violência e promoção da pornografia em horário acessível ao público infantil.
O poder público não pode continuar omisso diante dessa afronta. É preciso que o Congresso Nacional, o Ministério da Justiça e a própria sociedade civil organizada debatam os limites éticos da televisão. A mídia tem poder — e quando esse poder é usado para destruir valores, humilhar pessoas e banalizar o mal, ela se torna cúmplice de um processo de desmoralização cultural sem precedentes.
O Brasil precisa reagir. É hora de boicotar programas que envergonham nossas famílias, exigindo que as emissoras assumam responsabilidade sobre o conteúdo que colocam no ar. O povo brasileiro é trabalhador, é de fé, e merece uma programação que eduque, inspire e respeite, e não um circo de vulgaridades mascarado de entretenimento.
A Record, que se diz uma emissora cristã, precisa decidir: quer continuar servindo a Deus ou ao ibope da imoralidade?
Por: Marcelo Generoso – Portal do Generoso
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