
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), cumpriu nesta sexta-feira (09/01) um mandado de busca e apreensão com internação provisória contra uma adolescente de 14 anos. Ela é investigada por ato infracional análogo ao crime de homicídio, que teve como vítima o ex-namorado da jovem, um adolescente de 17 anos, em Manaus.
O crime ocorreu no dia 30 de dezembro de 2025, na residência da adolescente. Conforme relatou o delegado Luiz Rocha, responsável pelo caso, o jovem foi até o local para buscar pertences pessoais que haviam permanecido no imóvel após o término do relacionamento entre os dois. Durante o encontro, ele foi atingido por um golpe de faca na região do abdômen.
Um dos pontos apurados pela polícia foi a demora no acionamento de socorro após o ataque. Segundo as informações levantadas durante a investigação, a agressão aconteceu por volta das 14h. No entanto, a comunicação sobre o ocorrido só foi feita horas depois, por meio de uma mensagem enviada pela adolescente a um amigo da vítima.
Ao se deslocar até a residência, a testemunha encontrou o adolescente em estado grave, apresentando palidez intensa e dificuldade para se comunicar. Diante da situação, o jovem foi levado às pressas para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, onde passou por procedimentos cirúrgicos de emergência.
Apesar dos atendimentos médicos e dos esforços da equipe de saúde, o adolescente não resistiu à gravidade dos ferimentos. Ele permaneceu internado por alguns dias, mas morreu no dia 5 de janeiro de 2026, em decorrência das complicações causadas pela facada.
Com a conclusão do auto de investigação pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM). Diante dos elementos reunidos, o MP solicitou a internação provisória da adolescente, pedido que foi aceito pelo Juizado Infracional da Infância e Juventude.
Segundo o delegado Luiz Rocha, as diligências realizadas foram determinantes para a reconstrução da dinâmica dos fatos. “As diligências foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do fato e garantir que as medidas judiciais cabíveis fossem tomadas diante da gravidade do ato”, afirmou.
Após o cumprimento do mandado, a adolescente foi apreendida e ficará sob custódia do sistema socioeducativo. Ela será encaminhada a uma Unidade de Internação Provisória, onde permanecerá à disposição da Justiça e do Ministério Público para o andamento das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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