
A vítima vinha sendo estuprada desde os 5 anos de idade.
O sofrimento de uma adolescente de 16 anos parece enfim ter terminado. Vítima de abusos sexuais do próprio padrasto, a menina que era estuprada desde os 5 anos de idade, teve que suportar o sofrimento durante dez anos. E o pior de tudo, a mãe da adolescente tinha conhecimento do crime e ainda orientava a filha a aceitar a situação.
Tudo começou com brincadeiras que o infrator fazia com a menina. Em depoimento, a Polícia Civil do Amazonas, a vítima relatou que os abusos aconteciam desde os cinco anos, após o padrasto conquistar a confiança da menina, se aproveitando da ingenuidade da criança e fazendo ameaças. Após ela perceber que estava sendo violentada, informou para a mãe, que pediu que ela perdoasse o abusador.
Por meio de denúncias anônimas e depois denúncias de familiares dando conta de que essa adolescente vinha sofrendo abuso crônico no seio da família, praticado pelo padrasto, que já tinha uma condenação anterior pelo estupro de vulnerável, foi que a Polícia Civil do Amazonas obteve conhecimento do fato.
O diferencial desta história triste é que a própria mãe entrou em um estado de negação e acabou não trazendo a denúncia, não ouvindo a filha e fazendo ameaças para que ela negasse.
Por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), sob o comando da delegada Joyce Coelho, a equipe de investigação tomou conhecimento da ocorrência policial no mês de novembro de 2018. A ordem judicial em nome do infrator foi expedida no dia 13 de setembro deste ano, e na manhã de quinta-feira (19/9), o suspeito, de 39 anos, foi preso. A prisão ocorreu na comunidade Parque São Pedro, bairro Tarumã, zona oeste, em cumprimento a mandado de prisão preventiva.
Segundo a titular os depoimentos dela e dos familiares são parecidos nesse sentido. E após ser interrogado, o suspeito foi indiciado e será recolhido, ficando à disposição da justiça.
O suspeito foi autuado pelo crime de estupro de vulnerável. Ele passou por procedimentos de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e será levado ao Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM), onde ficará à disposição da justiça. A mãe da vítima será indiciada por estupro de vulnerável.
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