
A partir da próxima segunda-feira, 04/11, a Prefeitura de Manaus por meio da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) dará início ao 2º Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti de 2019. Um total de 27.977 imóveis deverão ser vistoriados.
A execução do diagnóstico será realizada por meio de visita domiciliar, com equipes de profissionais de saúde buscando identificar e coletar as formas imaturas (larvas) do mosquito, eliminando ou tratando potenciais criadouros do Aedes aegypti, que é o vetor de transmissão de dengue, zika e chikungunya. A intenção é atingir uma amostra representativa de 20% dos imóveis em Manaus, seguindo a metodologia proposta pelo Ministério da Saúde, determinada em função da densidade populacional e do número de imóveis existentes no município.
O trabalho de diagnóstico vai acontecer até o dia 19 de novembro, de segunda-feira a sábado, envolvendo 251 profissionais da Semsa, entre agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde, motoristas, supervisores e coordenadores de equipes.
“Após a finalização da ação, será possível determinar o nível de risco em Manaus para as doenças transmitidas pelo Aedes. A Semsa terá ainda as informações para elaborar o Mapa de Vulnerabilidade dos bairros em Manaus, identificando locais de baixo, médio e alto risco”, explica Alinne Antolini, gerente de Vigilância Ambiental da Semsa.
Risco
No 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes aegypti de 2019, realizado pela Semsa no mês de fevereiro, Manaus apresentou um índice de infestação de 2,2%, permanecendo em médio risco para as doenças transmitidas pelo mosquito.
Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, com as informações do primeiro diagnóstico a Prefeitura de Manaus elaborou estratégias para manter a redução do risco e do número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes.
De janeiro a outubro deste ano, o município de Manaus registrou 297 casos confirmados das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, em uma redução de 28,94% em relação ao mesmo período do ano de 2018, quando houve registro de 418 casos confirmados.
Educação em Saúde
Durante o período de execução do diagnóstico, os profissionais da Semsa também irão realizar ações de Educação em Saúde nos domicílios visitados, orientando a população quanto aos sinais e sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito, formas de prevenção para minimizar os riscos e sobre como combater os focos propícios para a criação e reprodução do Aedes aegypti, reforçando o trabalho que já é realizado na rotina de serviços da Vigilância Ambiental.
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