
A Amazon Best, empresa responsável pela bilheteria oficial do Festival Folclórico de Parintins, divulgou uma nota à imprensa nesta quarta-feira (5) para esclarecer informações sobre um suposto reajuste superior a 200% nos valores dos ingressos para a edição de 2026. A empresa constesta o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que emitiu pedido de tutela cautelar de urgência para a suspensão da venda dos ingressos para a edição 2026 do Festival. De acordo com o ógão, os reajustes nos valores ultrapassam 200% em diversos setores, em comparação com os do ano anterior.
A Amazon Best afirma que uma análise técnica e comparativa entre as tabelas oficiais de 2025 e 2026 demonstra que não houve aumento nos percentuais citados pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM). De acordo com o comunicado, a variação real dos preços — considerando os mesmos setores, tipos de assentos e modalidades de compra — não ultrapassa 15%.
A Amazon Best afirmou ainda que, em alguns setores, o reajuste foi até menor do que o aplicado entre as edições de 2023, 2024 e 2025, permanecendo compatível com a média histórica de reajustes do mercado nacional de entretenimento.
A empresa também contestou as bases utilizadas pelo MP-AM, alegando que a planilha apresentada pelo órgão não reflete os valores oficiais em vigor. “Existem diferenças técnicas entre os setores comparados, como ‘arquibancada central’, ‘arquibancada especial’ e ‘cadeiras’, o que altera projeções quando tabelas não equivalentes são confrontadas”, informou a nota.
Os valores oficiais, segundo a Amazon Best, são públicos e podem ser consultados na Bilheteria Digital, plataforma de venda oficial do evento.
Por fim, a empresa destacou seu respeito institucional ao Ministério Público do Estado do Amazonas e reforçou a disposição para o diálogo técnico, com o objetivo de esclarecer qualquer dúvida e evitar conclusões baseadas em comparações incorretas.
O Ministério Público havia ingressado com uma ação pedindo a suspensão da venda dos ingressos do Festival de Parintins 2026, alegando prática abusiva de preços.
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