
Após se recusar a arrumar o quarto, uma menina é transformada em jacaré por uma bruxa. Para voltar ao normal, ela empreende uma jornada pela Mata Atlântica, onde aprende lições sobre responsabilidade e respeito ao meio ambiente e aos animais.
Com esse enredo que combina o lúdico e o educativo, o média-metragem de animação Pruca – A Menina Jacaré tornou-se um êxito no YouTube. Já são mais de 40 mil visualizações desde novembro de 2025. A produção infantil realizada em São José dos Pinhais, no Paraná, teve apoio da Lei Paulo Gustavo (LPG).
Com esse filme buscamos conscientizar o público infantil que a organização não é só sobre arrumar coisas, mas também sobre cuidar de si e das pessoas à sua volta. A história tem como pano de fundo a Mata Atlântica, exaltando e informando sobre os animais e a biodiversidade desse bioma do nosso estado, que já sofreu com desmatamento, promovendo o debate sobre proteção do meio ambiente e diversidade cultural”, explica a produtora audiovisual Ravena Bianca Vargas, do Abluba Estúdio de Animação e Vídeo, proponente do projeto.
Segundo ela, o sucesso na internet superou expectativas. “Sabíamos do potencial do filme, mas esperávamos que ficasse em torno de 10 mil visualizações e focado no público local. No entanto, a personagem é carismática e gerou identificação. Como a ideia era produzir entretenimento, mas também conscientizar, precisávamos ir além das exibições locais. Nosso canal no YouTube tem um alcance expressivo, então lançamos a Pruca lá. Obtivemos muitas visualizações e chegamos em várias cidades do país”, destaca.
Em sua jornada pela floresta, Pruca cruza com animais como mico-leão dourado, sapo-cururu e uma mariposa, espécies que são devidamente identificadas, reforçando o caráter pedagógico da produção.
Desde o primeiro argumento decidimos que essa seria uma escolha narrativa para enriquecer a história e proporcionar a conscientização ambiental. Na direção de arte tentamos seguir ao máximo possível as ilustrações dos animais reais. Inclusive os ‘vilões’, como a cobra e a aranha, são espécies reais que vivem e são aqui do Paraná”, conta Ravena.

Contrapartida social
Antes de chegar ao ambiente digital, a animação foi apresentada em casas de acolhimento e ONGs no Paraná. As sessões para plateias compostas por crianças em situação de vulnerabilidade contaram com acessibilidade total (Libras e legendas).
As exibições, seguidas de bate-papo sobre o filme foram uma contrapartida social. “Buscamos oferecer uma experiência de cinema, e a recepção se mostrou positiva e gratificante, porque conseguimos ver o público, as crianças, para quem o desenho foi pensado, tendo esse contato. Foi curioso testemunhar as risadas e as reações”, observa.
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