A operação realizada no dia 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, utilizou menos câmeras corporais do que o indicado inicialmente pela Polícia Civil. Em depoimento ao Ministério Público, o chefe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Fabrício Oliveira, informou que 57 dos 128 policiais sob seu comando estavam usando câmeras durante a ação. Uma verificação posterior da própria Core corrigiu o número: 61 câmeras foram acionadas, sendo que um dos agentes utilizou dois equipamentos.
A discrepância ocorreu, segundo a corporação, devido a falhas técnicas em parte dos dispositivos. A Polícia Civil enviou ao MP um laudo da empresa L8 Group, responsável pela manutenção dos equipamentos, apontando que 32 câmeras apresentavam problemas de configuração. Esses erros impediram que os aparelhos fossem conectados e operados corretamente no dia da ação.
Apesar disso, a própria instituição destacou que seria impossível fornecer câmeras corporais a todos os 128 policiais envolvidos, mesmo que todos os dispositivos estivessem operacionais. O motivo é a limitação do estoque: a Core dispõe atualmente de um total de 100 câmeras para suas operações especiais.
As informações apresentadas ao Ministério Público passam agora a integrar a investigação que apura se o uso das câmeras seguiu as normas estabelecidas para operações de grande porte.
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