
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Paez, acusada de cometer injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema. Em vídeo, a mulher declarou estar “desesperada” e “morrendo de medo”, afirmando que seus direitos estão sendo “vulnerados”.
A decisão judicial, que acatou denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), tem como base um episódio ocorrido em 14 de janeiro. De acordo com a ação penal, Agostina, em desacordo com o valor da conta em um bar da Rua Vinícius de Moraes, dirigiu ofensas racistas a um funcionário, referindo-se a ele pejorativamente como “negro” com a intenção de discriminá-lo e inferiorizá-lo devido à sua raça e cor. O caso envolve quatro vítimas, todos empregados do estabelecimento.
Em resposta à ordem de prisão, fundamentada no “perigo de fuga”, a argentina, que já utiliza tornozeleira eletrônica e afirma estar “à disposição da Justiça” desde 1º de fevereiro, contestou a medida.
“Neste momento, recebo a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica colocada”, disse ela no vídeo divulgado nas redes sociais, pedindo divulgação de sua situação.
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