
Mark David Chapman, o homem que chocou o mundo ao assassinar John Lennon em 1980, revelou recentemente a um comitê de liberdade condicional que o crime foi motivado por um desejo egoísta de “ser alguém”. A confissão, relatada pelo “New York Post” com base em transcrições de uma audiência, ocorre às vésperas do 45º aniversário da morte do ex-Beatle.
Em sua 14ª e mais recente tentativa fracassada de obter liberdade condicional na Penitenciária Green Haven, Chapman, hoje com 70 anos, admitiu que a popularidade da lenda da música foi o catalisador de sua ação. “Isso foi por mim e somente por mim, infelizmente, e teve tudo a ver com a popularidade dele”, afirmou o réu, segundo o portal Extra.
Questionado sobre as razões que o levaram a disparar contra Lennon em frente ao Edifício Dakota, em Nova York, em 8 de dezembro de 1980, Chapman foi direto: “Para ser famoso, para ser algo que eu não era”. Ele refletiu sobre seu estado mental à época, reconhecendo que estava em um ponto “muito baixo” e que poderia ter encontrado um propósito de vida sem recorrer à violência.
Criado em uma família presbiteriana na Geórgia, Chapman era um fã dos Beatles, mas sua admiração se converteu em indignação. Ele citou o estilo de vida de Lennon e suas declarações controversas – como o comentário de que a banda era “mais popular que Jesus” e as letras de “God” e “Imagine” – como fatores que alimentaram sua raiva.
O assassino também admitiu ter cogitado tirar a vida de outras figuras públicas, como o comediante Johnny Carson, o colega de banda de Lennon, Paul McCartney, e a atriz Elizabeth Taylor. Na época do crime, ele não tinha antecedentes criminais e havia recém-deixado um emprego como segurança no Havaí.
Durante a audiência, Chapman expressou arrependimento pelos danos causados aos admiradores e amigos da lenda da música. No entanto, o comitê não demonstrou convicção na sinceridade de suas desculpas, negando novamente o benefício.
Condenado por assassinato em segundo grau, Chapman confessou ter usado balas de ponta oca para garantir a morte de Lennon. Ele foi sentenciado à prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional após 20 anos, mas suas tentativas sucessivas, marcadas por confissões de ter tido “maldade no coração” e busca por notoriedade, continuam sem sucesso. A defesa, na época do crime, chegou a planejar argumentar insanidade mental, baseada na avaliação de especialistas que o consideraram em estado psicótico.
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