
O bebê Abdoulaye Dieng, de apenas 1 ano e 4 meses, morreu após ficar com a cabeça presa entre uma barra de ferro e um espelho durante uma atividade recreativa em uma creche no bairro do Brás, na região central de São Paulo. O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (22).
O pai, Ibrahima Dieng, vendedor senegalês que mora no Brasil há mais de oito anos, contou que havia deixado o filho na creche há pouco tempo e estava trabalhando quando recebeu a notícia da tragédia. A princípio, a informação dada a ele era de que o bebê havia sofrido um acidente na creche, mas minutos depois, a morte foi confirmada.

Ele revelou que a esposa chegou a passar mal ao receber a notícia e que a família está desolada com a perda precoce do menino. Imagens de câmeras de segurança recolhidas pelos investigadores mostram que o menino estava em um momento de recreação em uma sala com várias outras crianças, quando prendeu a cabeça entre as grades.
Abdoulaye permaneceu preso por cerca de seis minutos se debatendo. Segundo a Polícia Civil, ele tentou se desvencilhar sozinho, mas só foi retirado quando monitoras perceberam o que havia acontecido.
A criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás). Cinco profissionais da creche, entre coordenadoras, diretora e pedagogas, estão sendo investigadas.
O advogado da família afirma que as imagens reforçam a suspeita de que houve falha na supervisão da criança e questiona a demora no socorro, uma vez que a creche não acionou o Samu ou o Corpo de Bombeiros e preferiu levar o bebê até uma unidade hospitalar. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais que irão esclarecer as circunstâncias da morte.
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