
A porta e a janela do motorista ficaram crivadas de balas
Brasil – O bicheiro Vinicius Drumond foi alvo de uma tentativa de execução na manhã desta sexta-feira (11), na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele dirigia um Porsche de luxo quando foi surpreendido por criminosos armados. O veículo, encontrado com diversas marcas de tiros, passou por perícia da Polícia Civil.
Testemunhas relataram que um carro preto interceptou o automóvel de Vinicius por volta das 11h. Seguranças do contraventor, que estavam em veículos de apoio, reagiram à emboscada, e houve intensa troca de tiros. A porta e a janela do motorista ficaram crivadas de balas, e o tiroteio gerou pânico entre os motoristas que passavam pela principal via da região.
Em nota, a Polícia Civil afirma que o caso, mesmo sem vítimas fatais, é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca os autores e a motivação do crime e ainda ouvirá Vinicius.
Vinicius é filho do contraventor Luizinho Drumond, ex-presidente da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, morto em 2020. Considerado um dos herdeiros da cúpula da contravenção carioca, Vinicius já foi investigado pela Operação Ouro Negro, que apura uma quadrilha responsável por furtar petróleo de dutos subterrâneos da Petrobras para revenda clandestina.
Segundo o inquérito, ele era o cérebro financeiro do esquema, com atuação no Rio de Janeiro e outros estados. Além do jogo do bicho, também herdou pontos estratégicos da Zona da Leopoldina, incluindo bairros como Ramos, Penha, Manguinhos, Complexo do Alemão e Vigário Geral.
Vinicius Drumond é apontado como um dos principais nomes da atual cúpula do bicho, ao lado de Adilsinho e Rogério Andrade, este último também envolvido em guerras violentas dentro do crime organizado carioca.
Rogério Andrade, uma das figuras mais poderosas da contravenção no Rio, foi preso no dia 29 de junho durante a Operação Último Ato, do Ministério Público do Rio (MPRJ). A investigação revelou um grupo de extermínio ligado a Andrade, composto por ex-policiais e ex-delegados.
Entre os envolvidos estão nomes como Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, e a delegada Adriana Belém, acusada de proteger interesses da quadrilha. A disputa pelo controle dos pontos de jogos e máquinas caça-níqueis motivava execuções e confrontos armados em várias áreas da cidade.
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