Manaus, 04/06/2026

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Biólogo conta como sobreviveu após ter a cabeça mordida por tubarão

Biólogo conta como sobreviveu após ter a cabeça mordida por tubarão
02/10/2025 13h30

Um cientista marinho do México ficou com 27 ferimentos no rosto e cortes no couro cabeludo após ser atacado por um tubarão na Ilha Cocos, a centenas de quilômetros da Costa Rica. Mauricio Hoyos, de 48 anos, foi mordido pelo animal na cabeça.

“Minha cabeça inteira estava dentro da boca dela em menos de um segundo”, contou em entrevista ao The New York Times.

Hoyos estava fazendo um estudo científico em que devia marcar tubarões para pesquisas de conservação. Quando encontrou uma fêmea da espécie tubarão-de-galápagos, ele apontou a vara para marcá-lo na barbatana. Foi então que o animal se virou em sua direção e partiu para o ataque.

“Assim que ela sentiu meu crânio, me soltou. Abriu a boca e nadou para longe”, disse o pesquisador. “Se ela quisesse, poderia ter me matado”, completou.

Os dentes do tubarão cortaram as mangueiras de ar do equipamento de mergulho do mexicano, fazendo com que a água e o sangue dos ferimentos entrassem na máscara. Ele manteve a calma e conseguiu subir lentamente até o bote, resistindo para não desmaiar. Quando chegou na Ilha Cocos, recebeu os primeiros socorros e foi levado ao hospital.

Alex Antoniou, pesquisador que trabalha com Hoyos, explicou que, assim como a natureza, os animais são imprevisíveis. “A resposta dele provavelmente foi bem diferente da de um mergulhador normal. Ele entende o comportamento dos tubarões”, comentou.

Hoyos também não culpa o animal pelo ataque. Ele contou que a fêmea não viu ele se aproximando e, por isso, se assustou com a picada da marca. Ela teria atacado de forma defensiva, para que o homem se afastasse.

“Faço isso há 30 anos. Ela também estava com medo. Não foi culpa dela”, disse o cientista.

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